Cold(hot)play!
E eis que ontem se cumpriu o desígnio auto-prometido desde 10 de Dezembro do ano passado.
Coldplay no Dragão.
Saímos a 1000 à hora de Lisboa. O julgamento em Cascais e o trabalho do marido encravaram a tarde :(
Foi uma correria.
O sol radioso deu lugar a nuvens negras ali na zona de Leiria.
A estação de serviço da Mealhada foi o ponto de encontro com os companheiros de viagem e de concerto.
Abraços, beijinhos e risadas, mas nada de sandes de leitão que eram horas de abalar. Sim, a julgar pelos bilhetes, o grande evento teria inicio às 19:30h(!)(?)!!!
A1 connosco.
Chuva a potes.
Chegada ao Dragão, com uma antevisão de estacionamento caótico.Demorámos apenas dez minutos a estacionar. Somos os mÁiores!!!
Chuva a potes.
Barraca dos cachorros, das bifanas e dos pregos...e dos finos;)
Com o Dolce Vita ali ao lado, cheio de cenas giras para comprar, a opção foi mesmo uma capa de chuva branca, que nos colocou em "modo preservativo gigante", contra o pagamento de 5€. 5€ por um bocado de plástico...$%&;/&a;%...vão roubar para a estrada...mas enfim...é a chamada "utilidade marginal de um bem". Afinal a Economia Politica do primeiro ano de faculdade sempre tem paralelo com a prática;)...siggaaaaa!!!!
A entrada para o concerto, primeira entrada, leia-se, foi uma experiência interessante. Desde os guarda-chuvas que ficavam no caixote do lixo, até às meninas de salto agulha e sandálias, passando pelas miúdas que trajavam calções fluorescentes, arreganhadinhas de frio até ao fémur, tudo contribuiu para a nossa diversão!
Primeira entrada, segunda entrada. Nesta altura cada pessoa recebia uma pulseira que, segundo as hospedeiras, serviria para interagir com a banda durante o espectáculo.
E eis que se instalou a loucura.
Quando a 10 de Dezembro decidi desembolsar 95€ pelo bilhete, para ir para a Golden Circle (parte da frente do palco), embora tivesse as expectativas em alta, não imaginei o que me esperava.Foi a loucura, literalmente, quando descemos as escadas em direcção ao relvado, e nos vimos tão, mas tão "colados" ao palco. Fiquei automaticamente fã da Golden Circle.Vimos a tal da "Marina & the Diamonds" a trautear umas cançonetas com um vestido prateado, as mamocas quase ao léu e a "umbrella" em punho.
Chuva a potes.
Nova entrada para a parte coberta. Uns finitos. Umas fotos. Umas risadas.
Golden Circle "again".
Dez e pico, "And let the show begin".Começou a todo o gás. Fogo de artificio, pulseiras em modo pirilampo pelo relvado e bancadas. Balões. Luzes. Um Chris Martin na sua melhor forma.
Desde as musicas recentes do Mylos Xyloto, passando pelas velhinhas Yellow, In my place, Speed of sound, Fix you no encore...tudo com a benção do S. Pedro, que "fechou a torneira" durante as quase duas horas de concerto.
Cantei, dancei, vi o Chris Martin a dois metros de mim. Já disse que fiquei fã da Golden Circle?
Foi um espectáculo memorável. Foi o concerto da minha vida.
Foi a terceira vez que vi os Coldplay ao vivo. São a minha banda favorita, e confesso que era um amargo de boca que tinha desde a primeira vez que os vi, em Barcelona em 2009, o facto de sair dos concertos deles a encolher os ombros num claro: "pppfff, podia ter sido bem melhor".
E desta vez foi mesmo. À terceira, a minha banda favorita proporcionou-me o melhor concerto a que assisti.
É claro que sou suspeita. É claro que ir para um concerto a saber as musicas de trás para a frente, e a gostar de cada uma delas, é meio caminho andado para fazer desse, um grande concerto. Mas o certo é que o contexto era esse nos outros dois concertos, e nem por isso se me encheram as medidas.
Mas à terceira foi de vez.
O palco estava bem construído. Um palco alto, com boa visibilidade, com bons ecrãs, com várias áreas de acção dos músicos.
Havia pinturas estilo grafitti pelo palco, e o próprio guarda roupa dos músicos estava pensado ao pormenor. Fundo preto com apontamentos de cores vibrantes. As sapatilhas pretas de marca Nike do Chris Martin tinham atacadores de cores diferentes. Já disse que fiquei fã da Golden Circle?
Notou-se um esforço da banda em presentear todo o publico com a sua presença.
O som estava limpo e cristalino. A ideia das pulseiras com leds para o publico foi excelente, e deu um efeito fantástico. A luz e a cadencia dos leds estavam a ser controladas de forma remota, e adaptavam-se a cada musica.
Não faltaram os clássicos flashes e os milhares de telemóveis e máquinas fotográficas em riste.
O Chris falou com a malta. Disse muitas vezes "obrigado". Disse outras coisas difíceis de perceber, mas "who cares?", a malta respondia com gritos.
Tocou piano, correu, dançou e divertiu-se a ele e a nós.
O publico estava vibrante e ao mais alto nível. Se há coisa de que nos podemos orgulhar enquanto "tugas" (sim, porque isto não são só desgraças) é de sermos um publico entusiasta e efusivo.
Entusiasmo e efusividade que atingiu o seu pico quando o Chris Martin desfilou pelo palco com a nossa bandeira nacional em mãos. O delírio.
Quando se termina um espectáculo com uma grande sorriso nos lábios, com o pensamento "oh, já acabou?passou tão rápido", e a pensar na próxima vez que vamos ver a banda, é tão bom!!
»»»Se you soon, Coldplay!
vossa,
Larocas
1 comentário:
Foi realmente brutalisimo o concerto, para as expectativas que tinhas dos outros dois de barcelona em 2009 e optimus alive 2011, foi, sem duvida, uma surpresa muito agradável. valeu a pena os bilhetes "encontrados" à ultima da hora.
AGuardo com grande expectativa o proximo deles, parece que as criticas feitas aos outros dois concertos tiveram o seu resultado. Ele vibrou com o publico e nós, definitivamente, também. Esteve optimo e ao mais alto nivel o nosso belo chris martin. Nem a chuva parou aquele estádio, eu senti que tinha ido tomar banho ao rio mas soube bem.
Parabens aos coldplay e ao chris e ao publico que tão bem se portou. beijocasssssssssssss
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