Ufa...quem me manda a mim prometer um post diário?só lá vão três dias de promessa e já tinha vontade de a quebrar agora mesmo...
Mas não o vou fazer, por mais que o fim do dia de hoje me peça sopas, lareiras e banhos quentes. Há que ter espírito de sacrificio.
E como "alguém" me disse ontem:" querias tanto um filho, olha, agora tens um blog!"e partindo de uma analogia tão carinhosa, só me resta interiorizar esse carinho e dar "gu-gu" "dá-dá" ao nosso "cutchi cutchi" blog.
E depois de um dia passado sem fazer puto ideia de como vai o Mundo, achei por bem dedicar-me aos clássicos e abrir o baú das recordações mabelinas.
Hoje, e seguindo uma sugestão do pedrinho, vou falar-vos do célebre caso do cão azul!
Na escola primária tinhamos um colega muito querido...note-se que querido é a imagem que eu tenho dele agora, à pala da clássica sensibilidade feminina, que explica todas estas pindériquices do querido para ali e do fôfo para acolá, sempre que se fala de crianças...ainda que as mesmas sejam mais estranhas que aquele tal de Frodo.Portanto, para não subverter o espírito da coisa e fazendo a devida regressão temporo-espacial, os meus olhitos de 6 anos viam-no no recreio da escola como...um...tipo...género...vá...um tanto ao quanto...tótó,pronto....chiça, mesmo assim custa...mas de de certeza que ele agora há-de estar fantástico, super bem sucedido na vida, e não mais tótó...agora que já passei o paninho do pó na minha consciência, avancemos!
Esse tal coleguinha era calado, tímido, introvertido e parecia estar sempre com frio. Pouco falava, pouco brincava, por mais que o convidássemos para jogar ao "aí vai alho" ou ao "eixo". O que era muito estranho, pois nenhum rapaz naquela escola se recusava a jogar ao "aí vai alho". Mas pronto, ele era ssim, e nós respeitávamos, que uma criança de seis anos tem um enraízado espírito de tolerância e respeito pelo próximo;).
Até que um dia o T., letra fictícia, com uma simples frase mandou um pontapé na timidez e eternizou-se para todo o sempre nas nossas memórias. "EU TENHO UM CÂO AZUL!"nããããããoooo....parou tudo...virámos todos a cabeça e fitámos o coleguinha:"TENS UM CÂO AZUL???"Sim, tenho-o em casa!UAAAUUUU...azul, um cão...chiça, os nossos são castanhos, ou pretos, ou brancos, ou amarelos( na altura achavamos que bege era amarelo)...e o do T. é AAAAZZZUUULLLL!!!
Foi uma loucura. Pedimos para ver o canídeo, mas não foi possível, porque segundo o T., aquele tinha ido passar uma temporada a casa da avó. Brutaaaal!!!o cão, para além de ser azul, ainda tinha direito a férias?!!!era definitivamente um cão especial. E com todo o mistério à volta do raio do cão, crescia também a nossa convicção de que o cão existia de facto.
Ele era dizer aos pais que havia cães azuis, ele era pedir um cão azul no Natal e no aniversário,ele era depreender que se havia cães azuis também haveria cães rosa para as meninas...enfim, o cão azul bateu-nos forte!!!
E eu confesso, cheguei a sonhar muitas vezes com o cão azul, e tenho uma imagem dele elaborada na minha cabeça desde os seis anos. Imagino-o como um daqules cães rafeiros, que têm o pelo tipo arame, 'tão ver??assim, pequeno e magrito, com ar de doido...e AZUL!!!
Os mabelinos de certeza que se lembram do cão azul, e consequentemente do T.. Se calhar se não fosse o cão azul ninguém se lembraria hoje do T..
É caso para dizer: o cão é o melhor amigo do homem...e se for AZUL, tanto melhor...torna-o inesquecível!
Lara
1 comentário:
Mas tu deixa-te lá de cenas que aqui a tua amiga, quando era muito muito muito pecarruchinha ( assim tipo bébé) foi presenteada pelos papás com pintainhos às cores!!! Dos verdadeiros, que cresceram e se tornaram galináceos em todo o seu esplendor!
E tenho fotos a comprovar! Eu tive pintainhos verdes e vermelhos! Ah pois é. :)
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